Ter um dashboard não é o mesmo que ter informação útil. É comum encontrar painéis cheios de gráficos que ninguém consulta no dia a dia, porque não respondem às perguntas que realmente importam para quem decide.
O erro mais comum: começar pelos dados
Muitos dashboards nascem de “quais dados eu tenho disponíveis” em vez de “quais decisões eu preciso tomar”. O resultado são painéis bonitos, mas que não ajudam ninguém a agir — só a olhar números.
Como inverter essa lógica
O ponto de partida deveria ser sempre a decisão: o que muda na operação se esse número subir ou descer? Quem precisa ver essa informação, e com que frequência? Só depois de responder isso faz sentido definir quais dados coletar e como exibi-los.
Características de um bom indicador
- Está ligado a uma decisão ou ação concreta.
- É atualizado com a frequência necessária para essa decisão — nem mais, nem menos.
- É simples de interpretar sem precisar de explicação toda vez.
Um dashboard bom não é o mais completo, é o mais usado. Vale menos investir em mais gráficos e mais em garantir que os poucos indicadores certos cheguem até quem decide, no momento certo.
